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>> Análise dos Drafts

[NEWS] Os Super Bowls L e LI já têm sede

terça-feira, maio 21, 2013

Na tarde dessa terça-feira, no NFL Spring Meeting, entre os 32 donos de franquia, foram votadas as sedes da quinquagésima e quinquagésima primeira edições do Super Bowl.

Para o Super Bowl L, havia duas candidaturas: a da Região Metropolitana do Sul da Flórida e a da Área da Baía de São Francisco, representadas, respectivamente, pelo Sun Life Stadium (do Dolphins) e pelo Levi's Stadium (do 49ers), ainda em construção e que será inaugurado para a temporada 2014.

Para ser escolhida já na primeira votação, a sede deveria obter maioria absoluta (pelo menos 3/4 dos 32 votos, isto é, 24 votos). E foi o que ocorreu.

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San Francisco/Santa Clara (esta última, a cidade na qual está sendo construído o novo estádio do 49ers) foi a sede escolhida para a 50ª edição do Super Bowl, em 2016. Uma escolha interessante, visto que o primeiro Super Bowl ocorreu na Califórnia, na cidade de Los Angeles. Será a primeira vez que o jogo será sediado na região metropolitana de San Francisco (embora Stanford, na região, já tenha sido sede do Super Bowl XIX, em 1985).

Como o perdedor na disputa para o Super Bowl L entraria automaticamente em disputa contra a cidade de Houston, no Texas, para se tornar a sede do Super Bowl LI, o segundo processo do dia se iniciou imediatamente. O processo de votação foi semelhante e, também por maioria absoluta, Houston foi escolhida. Casa da franquia mais jovem da NFL, o Reliant Stadium sediará um Super Bowl pela segunda vez em 2017 (a primeira vez foi em 2004, no Super Bowl XXXVIII).

A não-renovação do Sun Life Stadium, tal qual relatamos, pode ter sido um fator decisivo para o duplo fracasso da candidatura de Miami.

[TC GRADUA] Draft do Kansas City Chiefs

segunda-feira, maio 20, 2013


Objetivo no Draft 2013:  Pergunto ao leitor: você viu algum jogo do Chiefs no ano passado? Eu vi. Para usar de exemplificação, o Thursday Night Football no qual a equipe viajou a San Diego para enfrentar o Chargers. Amigo, eu nunca vi uma equipe tão apática quanto aquela. Era impressionante. 

Como falei antes da temporada começar, Kansas City até tinha um elenco razoável no papel. Dois eram os principais problemas: o técnico, completamente perdido, e o quarterback - talvez mais perdido ainda. Matt Cassel (o QB) foi embora, bem como Romeo Crennel (o HC). Assim, novos ares pairam em Kansas City.

Com os novos ares vieram Andy Reid e Alex Smith. Hm. Questionável? Num futuro próximo faço um TC OPINA sobre isso. De toda forma, gostaria de lembrar um ponto importante; Smith tem como principal característica ser um Game Manager. Por conseguinte, é mister que haja outras peças de elite ao seu redor. Uma OL de Elite, um RB de Elite e recebedores de Elite. Ele tinha isso no 49ers e agora precisa do mesmo no Chiefs.

No lado defensivo, Kansas City precisa urgentemente de novos Inside Linebackers. Pra ontem.

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[TC GRADUA] Os Drafts das equipes (índice de textos)

TABELA COM TODAS AS PICKS DO DRAFT 2013 (e notas)

Picks no Draft 2013 e notas dadas por nós:

#63 Kansas City Chiefs - Travis Kelce - TE - Cincinnati - Nota: 7
#96 Kansas City Chiefs - Knile Davis - RB - Arkansas - Nota: 6,5
#99 Kansas City Chiefs - Nico Johnson - Alabama - ILB - Nota: 8
#134 Kansas City Chiefs - Sanders Commings - CB - Georgia - Nota: 7
#170 Kansas City Chiefs - Eric Kush - C - California (PA) - Nota: 7
#204 Kansas City Chiefs - Braden Wilson - FB - Kansas State - Nota: 7
#207 Kansas City Chiefs - Mike Catapano - DE - Princeton - Nota: 7


E o que virou?

Como diria Jorge Perlingeiro antes da apuração do Carnaval, Vamos às Notas. A primeira escolha do Draft foi Eric Fisher, da pequenina Central Michigan. Fisher duelava com Luke Joeckel pela posição de melhor OL da classe de 2013 - e um OL seria pick óbvia no Missouri. Explica-se: o left tackle Branden Albert recebeu a franchise tag neste ano. Isto deve significar que ele não estará em campo no ano de 2014 vestindo as cores do Chiefs. Sendo assim, nada mais natural que já preparar o futuro indo atrás de um bom OL; foi o que a equipe da família Hunt fez.

Estranhei bastante a pick de terceiro round - a segunda de Kansas City no total. Um Tight End, nem de longe, era uma necessidade para a franquia. Mas nem de longe mesmo. O elenco já conta com Tony Moeaki e o recém-chegado Anthony Fasano, que são um tanto quanto sólidos. Outrossim, cabe lembrar que Travis Kelce tem uma tonelada de problemas extra-campo. Péssima pick, completamente sem noção. 

Bom, continuando nesta análise ao sabor de BBQ do Midwest americano, Knile Davis foi escolhido. A equipe procurava um RB com características de força (a là Brandon Jacobs ou, se você for mais antigo acompanhando a NFL, Jerome Bettis) para complementar Jamaal Charles. Ocorre que era notório a todos os scouts os diversos problemas que Davis tinha em carregar a bola sem sofrer fumbles. Portanto, é certo dizer que a pick foi alta demais - no mínimo. Cabe ao coaching staff de Kansas City colocar cola nas mãos do garoto. 

Por fim, para não ficar muito longa a análise, falemos do ILB e do FB (sim, FB). Nico Johnson da powerhouse Alabama foi escolhido para colocar ordem no tumultuado depth chart de ILBs que o Chiefs apresentou em campo no ano passado. Johnson deve ser titular já em 2013, haja vista que a concorrência é pífia. De toda forma, apresenta aquele sinal amarelo de ser produto do sistema, dado que a defesa de Alabama como um todo era fora de série. Por isso, pode ter saído um pouco acima do previsto no Draft. 

Ah sim, FB. Você deve ter estranhado essa pick. Se estranhou, sugiro que ligue o Madden e jogue com o playbook do Eagles. Viu quantas jogadas usam o FB? Pois é. Andy Reid é um dos poucos técnicos da NFL que ainda não transformou a posição num block only. Portanto, a escolha de Wilson faz sentido. 

TC gradua o Draft do Chiefs como: 7,0 (regular). Exceção feita a Fisher, não consigo olhar um jogador dessa classe de Kansas City e falar: "epa, esse cara vai destruir em 2013". Talvez Nico Johnson, é verdade - mas ainda sim, com um pé atrás. O ponto é que a classe foi bem regular; A fome acabou, mas de um jeito não tão... nutritivo, digamos. Uma campanha 8-8 será lucro para o Chiefs em 2013.

[TC GRADUA] Draft do Jacksonville Jaguars


Objetivo no Draft 2013:  David Caldwell é o novo xerife na cidade. E o nome não poderia ser mais apropriado para o novo GM do Jaguars; ele precisará literalmente ser um Davi contra os Golias da AFC South - Texans/Colts. A equipe precisa se reestruturar completamente.

O Jaguars precisa de um novo QB - um de verdade, não que feche os olhos quando está no pocket. Precisa de uma nova OL, mais reforçada e técnica. De um pass rush mais eficiente e de uma secundária mais sólida. Enfim, não preciso nem dizer que o projeto é a longo prazo, preciso?

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[TC GRADUA] Os Drafts das equipes (índice de textos)

TABELA COM TODAS AS PICKS DO DRAFT 2013 (e notas)

Picks no Draft 2013 e notas dadas por nós:

#33 Jacksonville Jaguars - Johnathan Cyprien - FIU - S - Nota: 8
#64 Jacksonville Jaguars - Dwayne Gratz - CB - Connecticut - Nota: 7
#101 Jacksonville Jaguars - Ace Sanders - South Carolina - WR - Nota: 8
#135 Jacksonville Jaguars - Denard Robinson - WR - Michigan - Nota: 7,5
#169 Jacksonville Jaguars - Josh Evans - FS - Florida - Nota: 8
#208 Jacksonville Jaguars - Jeremy Harris - CB - New Mexico State - Nota: 6,5
#210 Jacksonville Jaguars - Demetrius McCray CB - Appalachian State - Nota: 7

E o que virou?

O projeto de longo prazo começou. Como disse acima, duas necessidades eram a secundária e a OL; a primeira pick caiu no colo de Jacksonville. Sustentei ao longo de todo o período pré-Draft que Luke Joeckel era o melhor OL (quiçá melhor prospect) deste Draft. De toda forma, a pick é questionável na medida que há muitos OLs bons no mercado e o Jaguars tem uma tonelada de espaço disponível no salary cap. Mas mesmo assim: Luke era um prospect bom demais para ser passado. Ele foi comparado por muitos a Joe Thomas.


Alguns podem perguntar: AC, mas por que o Jaguars não escolheu um QB? Bom, a lógica adotada por Caldwell foi interessante. Antes de ter um Franchise QB você precisa ter alguém para protegê-lo. Como a classe de quarterbacks de 2013 era pífia, David optou por garantir seu Franchise Tackle. Embora muitos analistas tenham torcido o nariz para a escolha, gostei muito. 

Seguindo no Draft a equipe escolheu um safety, o sólido Johnathan Cyprien. O segundo nível da secundária de Jacksonville (safeties) atualmente é composto pelos terríveis Lowery e Prosinski. Por conseguinte, qualquer um que chegue já é uma melhora no Depth Chart. Com a pick 169, aliás, veio outro safety; Evans trabalhou bem em Florida ano passado e ajuda a solidificar o terrível depth de S que o Jaguars tinha até 2012. Interessante notar, aliás, que ambas as picks jogaram próximo a Jacksonville (FIU e Florida Gators). Algo me diz que os scouters do Jaguars olharam com bons olhos para ambos.

Seguindo na análise, em que universo eu achava que Denard Robinson seria Draftado? Pois bem. Para quem não sabe, acompanhei boa parte da carreira de Denard em Michigan, haja vista que torço para o programa. Em nenhum universo ele poderia ter sido escolhido; Robinson teve problemas com lesão ano passado e será aproveitado - no máximo - como kick returner. Enfim, quinto round né? Então arriscaram. Não compensará o risco, de toda forma. 

Ace Sanders foi escolhido - o que significa que Justin Blackmon caminha ao inferno dos busts. Não, isso seria uma falácia - até porque o Jaguars não tem QB para lançar a bola. A partir do momento que tiver um - Chad Henne e Blaine Gabbert não contam, completo - a gente poderá avaliar ambos. Ace deve - eu disse deve - ser um bom slot receiver se tiver alguém com cérebro lançando a bola para ele.

E, por fim, a enxurrada de CBs. Garanto: muitos aí serão cortados no training camp.

TC gradua o Draft do Jaguars como: 8 (muito bom). A nota foi dada pensando no projeto a longo prazo; Se fôssemos pensar apenas em 2013, seria menor - haja vista que o quarterback esperado, messias, não veio. De toda sorte, a secundária foi reforçada - e isso será importante para conter Colts e Texans na AFC South em 2 ou 3 anos. 

[NEWS] A reestruturação de contrato de Peyton Manning

Antes do início da temporada 2012, o quarterback Peyton Manning assinou um contrato de 5 anos e US$ 96 milhões com o Denver Broncos. Não havia bônus de assinatura de contrato no contrato original (e, portanto, sem nenhuma quantia em dinheiro garantida para o jogador): na prática, tratava-se de um acordo "ano a ano", dada a idade avançada do QB (agora com 37 anos) e o fato do mesmo ter passado por diversas cirurgias no pescoço antes de desembarcar no Colorado. Mas este cenário, ainda que tenha sido de forma modesta, mudou no final da semana passada, quando se noticiou que Manning teve seu contrato reestruturado.

Todavia, conforme informado na noite de ontem por Mike Florio, da NBC Sports, a mudança no contrato prevê que 10 milhões de dólares que Manning receberia em 2013 e 2014 sejam diluídos na forma de Other Amount Treated as Signing Bonus (OATSB), um elemento que surgiu com o novo Acordo Coletivo de Trabalho assinado entre NFL e NFLPA (a Associação de Jogadores da NFL) em 2011. Esta quantia será diluída ao longo das próximas 4 temporadas (de 2013 a 2016), em parcelas iguais de US$ 2,5 milhões por temporada. O valor total do contrato, portanto, não muda; todavia, a forma como seus valores financeiros   serão distribuídos ao longo das próximas 4 temporadas sofreu uma pequena, e estratégica, alteração.

O jogador, que receberia US$ 20 milhões em cada um desses dois anos, passará a ter um salário base de US$ 15 milhões por ano, além do novo "signing bonus" anual de US$ 2,5 milhões, resultando num cap hit de US$ 17,5 milhões em 2013 e 2014, o que resultará numa economia de 2,5 milhões de dólares no salary cap dos Broncos em cada uma das próximas duas temporadas. Este alívio na folha salarial parece ser pouca coisa, mas para uma franquia que quer ser campeã do Super Bowl a curto prazo (ou seja, enquanto Peyton ainda possa produzir em alto nível), é uma estratégia admissível.

Mas o preço pelo investimento a curto prazo será pago a partir de 2015, quando o signal caller dos Broncos terá US$ 2,5 milhões garantidos em cada um dos dois últimos anos de seu contrato e seu cap hit subirá de US$ 19 milhões para US$ 21,5 milhões em 2015 e 2016.

* Com informações complementares do Spotrac.com.


[TC GRADUA] Draft do Indianapolis Colts

domingo, maio 19, 2013


Objetivo no Draft 2013: A grande fênix da temporada 2012. Depois de um record pífio (2-14) em 2011, a equipe de Indiana reformulou o elenco mandando embora seu grande ídolo - Peyton Manning - e trazendo o futuro - Andrew Luck. Este, por sua vez, teve problemas em lidar com a pressão do pass rush devido a sua OL.

Muitas das interceptações que Luck soltou ao adversário foram fruto de hurries pressionados pela defesa adversária. Com efeito, uma das principais necessidades da equipe é a de melhorar a OL. Além disso, é importantíssimo melhorar o front seven do time (DL/LB). Este é um problema crônico de Indy desde 2011.

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[TC GRADUA] Os Drafts das equipes (índice de textos)

TABELA COM TODAS AS PICKS DO DRAFT 2013 (e notas)

Picks no Draft 2013 e notas dadas por nós:

#86 Indianapolis Colts - Hugh Thornton - G - Illinois - Nota: 8
#121 Indianapolis Colts - Khaled Holmes - C - USC - Nota: 7,5
#139 Indianapolis Colts - Montori Hughes - DT - Tennessee Martin - Nota: 7,5
#192 Indianapolis Colts - John Boyett - SS - Oregon - Nota: 7,5
#230 Indianapolis Colts - Kerwynn Williams - RB - Utah State - Nota: 7
#254 Indianapolis Colts - Justice Cunningham - TE - South Carolina - Nota: 8

E o que virou?

Rezava a lenda que o Colts tinha um zilhão de espaço no salary cap. Bom, segundo o OverTheCap, a equipe conta neste momento com apenas 6 milhões disponíveis. O Cleveland Browns, por exemplo (equipe com mais cap disponível) tem 32 milhões. Desmistificado isso, vamos à análise em si. 


Primeiro, uma macro-análise do Draft inteiro. Indianapolis conseguiu o que buscava: reforçou o pass rush e tem novas peças para proteger Luck. De toda forma, as escolhas foram um pouco esquisitas. 

A primeira que me chamou atenção foi Bjoern Werner. Não irei comentar o fato dele ser alemão e dos scouts acharem que o Football IQ dele - e técnica, em alguns bloqueios - é questionável. Serei mais objetivo: Werner jogava no 4-3 em Florida State. O Colts joga em 3-4. Antes que falem: é, mas ele pode jogar de OLB então! Aí aparece o problema do Football IQ - o qual deve ser maior num linebacker, devido à necessidade de se reconhecer jogadas (awareness) do que num DE. Enfim, é muito cedo para especular alguma coisa. De toda sorte, Werner não era a escolha mais adaptável, por assim dizer, ao sistema defensivo do Colts. 

A escolha de Thornton foi bastante sólida. Ele deve ser starter da equipe em algum tempo. Interessante também a escolha de Holmes, que vem da profílica fábrica de OLs chamada USC. Só que não. Holmes teve muitos problemas com lesão ano passado e foi uma dor de cabeça considerável para Matt Barkley. Havia analistas nos EUA que sequer consideravam que ele seria escolhido no Draft. Tal escolha, para mim, foi preocupante - por causa das lesões e do péssimo 2012.

As demais escolhas foram adequadas ao valor da pick. Vale a pena comentar a escolha de um Running Back - Williams - que por muitos é considerado um sleeper no Draft. Como Donald Brown não deve continuar na equipe por muito tempo, fez sentido escolher um RB para dividir a bola com Vick Ballard - este, em franca evolução.

TC gradua o Draft do Colts como: 7,5 (bom). O popular "nem me sobe, nem me desce". A franquia de Jim Irsay buscou suprir suas necessidades - mesmo que de modo questionável por alguns. De toda forma, o late draft foi bem feito e a equipe começa a despontar na AFC South novamente. Werner era um dos melhores jogadores disponíveis naquele momento do first round; Por isso, a pick não pode ser difamada. Pelo contrário, é uma aposta interessante e deve recompensar o risco.

[ACDC] Episódio XII - Nolan, Pizza Hut e Friend Zone.

sábado, maio 18, 2013


Hello, Goodbye amigos do The Concussion! Se você começou a ler este parágrafo é porque gosta das asneiras que eu escrevo aqui. Ou, pelo menos, porque teve a curiosidade de saber do que se tratava esta coluna que, aparentemente, nada tem a ver com Futebol Americano.

Pois bem, explico. Durante esta offseason o The Concussion apresenta [ACDC], uma coluna em ritmo de crônica, entrevista, cultura pop e muita groselha - ideal para acabar com seu ócio durante a escola ou trabalho. ACDC vem sendo um projeto muito gostoso de fazer, haja vista que é minha sessão semanal de terapia - as custas de vocês, que leem toda essa torrente de coisas sensacionais que passam na minha cabeça.

Enfim, a tônica aqui não é  o Futebol Americano - mas o mundo em geral. Nossas vidas, a sociedade e blabla. No final do texto, caso você não tenha percebido, há uma área na qual eu respondo perguntas dos leitores - sobre NFL/NCAA ou não. Qualquer pergunta vale, se eu julgar minimamente possível de ir ao ar. Assim, caso você queira participar e ajudar com o crescimento da coluna, utilize a área de comentários lááá embaixo!

***

Primeiro assunto interessante que pensei para comentar: o Super Homem.

Para quem não sabe, um novo filme do Homem de Aço está sendo filmado. A produção executiva está sob encargo de Christopher Nolan - o diretor da trilogia Dark Knight. Bom, a priori isso é bom. Mas honestamente? Caguei e andei. O Super Homem é muito apelão. Sério, qual a graça? Ele é virtualmente indestrutível, é um alienígena e tem super poderes absurdos. Ele voa, tem visão de calor e uma bala não pode matá-lo. Em outras palavras, um ladrão comum jamais o mataria.

... Já o Batman não. O Cavaleiro das Trevas é o super herói mais foda do universo. E justamente porque ele não tem nada de super. Fora a grana absurda e os gadgets, o Batman é tão mortal quanto eu ou você. Além disso os vilões do Batman são anos luz mais bem elaborados. De cabeça, quanto ao Super Homem: algum outro tem graça além de Lex Luthor? Pois é. Batman tem o Coringa, que de longe é o vilão mais bem elaborado de todos os tempos. E isso por um motivo simples: ele é mau porque é. Não tem um motivo nisso.

Escrevi tudo isso para chegar à seguinte conclusão: tudo o que é mais realista na ficção - o que é um paradoxo - é mais legal. Concordam?

***

Falando em ficção, eu estava assistindo Bob Esponja hoje e na propaganda passou Power Rangers. Lembrei que quando eu tinha 5 anos, Power Rangers era algo sensacional. Por quê? Bom, simples. Qual é uma das coisas que uma criança mais deseja? Ora, EXPLOSÕES!

E essa porra de Power Rangers dava o que as crianças queriam: as tais explosões. O que é um paradoxo total. O dever dos PR (olha, até sigla estou usando) era salvar a cidade. Mas eles destruíam ela inteira nesse processo - ou o Megazord, no caso. Então qual era o ponto? É a mesma coisa que um médico devassar o corpo de alguém numa operação para salvar a vida daquele.

Enfim, só falei isso porque a Sensação Power Ranger é algo sensacional. Vocês já sentiram? É simples. Um sentimento like a boss toma conta de você, enquanto o mundo entra em colapso atrás - e você, são e salvo, está numa pose de herói. Este vídeo explica bastante. Nesta semana senti isso, mas não posso falar o porquê - haja vista que pessoas próximas leem estas palavras. Entendedores, entenderão.

***

Agora tenho a obrigação de falar sobre um grande ídolo, o grande penalista Percival de Souza. Há algum tempo eu o conhecia, mas o Eduardo Sterblitch (Polvilho/Freddie Mercury Prateado) levou a imitação dele a um outro nível. O brilhantismo na imitação de Sterblitch é o principal ponto da atuação de Percival de Souza no Cidade Alerta. A habilidade absurda de só falar o óbvio.

Qual é a função de Percival no programa? Comentar o óbvio. Antes que me acusem de ser injusto, veja o vídeo:



E o pior: ele GANHA pra isso!

Agora Antony Curti irá desenvolver cenários nos quais Percival comentaria.

1) Festa de Aniversário.

"É, aí agora ele está mais velho, né, e fez o pedido. Dá pra observar que ele deve dar o pedaço de bolo para alguém."

2) Jogo de Futebol.

"É, ele chutou a bola, que por sua vez cruzou a linha que fica pintada no chão dentro do gol. Quando isso acontece é ponto, o qual no futebol é chamado de gol".

3) Cagar

"Você vê aí nas imagens que as fezes se dirigiram do intestino grosso em direção ao reto para serem evacuadas, né. Aí o bolo fecal caiu na água, estando o ato de cagar finalizado".

4) Sexo

"Você vê aí nas imagens que o homem, mediante movimentos ritmados para frente e para trás, com o dolo de se reproduzir, provoca prazer na mulher enquanto dá prazer para si mesmo - culminando com o orgasmo e o fito da reprodução plenamente atendido".

Enfim, eu poderia ficar aqui para sempre. Como gostei muito desse jogo, a cada ACDC eu vou comentar algo da vida como Percival de Souza. Deixe nos comentários qual situação mundana você quer ver aqui. Vale qualquer coisa, como sempre.

***

Esses dias eu estava lembrando da minha infância. A maioria dos leitores do The Concussion tem menos de 18 anos - assim, não devem conhecer acerca das coisas que falarei aqui.

A final da década de 1990 foi sensacional na televisão. E o baluarte máximo dessa década era o que eu chamo de SBT da Década de 1990. Como nasci em 1991, a televisão de 1998/1999/2000 foi o ápice da minha tenra juventude. E não havia programa melhor do que o CRUJ - ou Disney Club.

A temática do programa era simples: simular que um menino de 10 anos, gênio, roubava o sinal do SBT das 18 às 19h - com o escopo de passar desenhos. Aquilo fomentava minha imaginação de um modo absurdo. Ok, eu sei que era de mentirinha - mas a possibilidade me deixava animado.

Antes do CRUJ tinha Chaves, às 17:45. Se não fosse por isso eu não estaria aqui falando com vocês. Por quê? Ora, simples. Eu conheci o Futebol Americano por meio de um episódio do Chaves! HAHAHAH o que eles jogam FA, aliás. Já comentei isso no The Concussion em outra oportunidade.

Depois do CRUJ tinha Chiquititas. Ok, eu vou assumir aqui que gostava de Chiquititas. Porra, eu tinha 7 anos! ahaha e sim, eu era apaixonado na Mily. Eu lembro que minha mãe falava que ela era horrível - e se pá era memo, porque hoje em dia ela "adulta" não é nada demais - mas eu não estava nem aí. Ah sim, e COMO ESQUECER das novelas mexicanas que passavam durante as férias de Chiquititas. A mais memorável, de longe, foi O Diário de Daniela.

A sua vergonha alheia deve estar rompendo Mach 5 neste momento. Mas eu tinha que escrever isso tudo em algum lugar. A programação infantil hoje é lamentável. De toda forma, Chiquititas vai voltar - e eu gostaria muito mais que meu filho se emocionasse com história de órfãos do que de prostitutas na Turquia.

***

Coloquei aqui só para te dar fome.
Acabei de comer uma Pizza Hut inteira. Sim, estou em São Paulo - dado que Ribeirão Preto não tem essa maravilha, uma iguaria de outra galáxia. A Pizza Hut é simples: é gordurosa, com massa alta, frita e tem peperoni. O que mais um homem poderia querer?

***

Vamos falar agora da UAB! Minha dynasty no NCAA 12.

Enfim, estou no meu terceiro ano de contrato já. No primeiro ano cheguei ao record de 6-6 e me tornei Bowl Eligible (por ter vencido seis partidas). Venci o Bowl com o nome mais bizarro o possível, o Beef O'Brady Bowl contra Connecticut. No ano seguinte uma surpresa mudou minha vida.

Um QB de Alabama pediu transferência para minha faculdade. AHAHAHAHA isso foi demais, quase chorei. Entretanto, quando um jogador chega via transferência, ele não pode jogar automaticamente. Tem que ficar um ano no banco. Aquele seria meu segundo ano de contrato com a UAB, mas a grande maioria dos objetivos já haviam sido atendidos - como ganhar de um rival, a Southern Miss de Brett Favre). Poderia sacrificar meu segundo ano de contrato dando redshirt para geral.

Foi o que fiz. No meu segundo - e final - ano de contrato, perdi 10 partidas e venci apenas duas. aheuhe todo jogo era um parto. O time era "D" (num máximo de A+) em defesa, ataque e overall. Meu QB, senior, tinha impressionantes 75 pontos (de 99) em Throw Accuracy e 46 (!!!!) em awareness.

Findo meu contrato, a galera renovou por um ano. Meus redshirt voltaram (dei redshirt até pra senior ahahahah) e meu QB mitológico de Alabama entrou em campo. No momento que escrevo isso estou com 7 vitórias e nenhuma derrota. Mas os arrombados do BCS ainda não me rankearam. Vou para algum BCS Bowl, podem escrever. E antes que me xinguem, não, não estou jogando no easy. Estou jogando no Heisman (equivalente ao All Madden). O vício, ele não tem limites.

***

ACDC XII é hora de falar do Super Bowl XII! Como eu estou com preguiça e quero prestigiar a Wikipédia, segue a descrição deles do jogo.

"O Super Bowl XII foi a partida que decidiu a temporada de 1977 da NFL, realizada no Louisiana Superdome, em Nova Orleans, Louisiana, no dia 15 de janeiro de 1978.1
Nesta edição, o primeiro Super Bowl a ser disputado em estádio coberto, o Dallas Cowboys, representante da NFC, bateu o Denver Broncos, representante da AFC, por 27 a 10, garantindo o segundo Super Bowl na história da franquia.2 Pela primeira vez na história, dois jogadores foram eleitos MVP de um Super Bowl: o defensive tackle Randy White(premiado no dia do seu aniversário) e o defensive end Harvey Martin, ambos do time vencedor.3"

AHEHUEHUEHUEHUEH. Falando sério, agora. O Super Bowl XII foi o último título de Tom Landry no comando do Cowboys. A partir da aposentadoria de Staubach, o time sentiu um baque. 5 anos depois eram um dos piores times da NFC. Interessante notar como The Catch foi o início da dinastia de San Francisco e muito provavelmente o fim do America's Team dos anos 70 com o Cowboys. Não objetivamente, é verdade (isso aconteceria em meados da década de 80); Mas ao menos, de espírito.

***

Chegou a hora que você gosta, as perguntas em ACDC! Para fazer sua pergunta, use o campo de comentários lá embaixo. As melhores eu respondo aqui.


Paulo: AC, qual sua relação com as outras ligas? Por que muita gente que curte a NFL odeia a MLB e o Baseball em geral, por exemplo.

e, também,

LuisinhoPack: Você gosta de NHL, NBA e MLB? O que vê de negativo e positivo nessas ligas?

Acho a palavra "odiar" muito forte.

Não gosto de basquete porque tem muitos pontos. Acaba sendo um jogo de erros mais do que acertos - na minha concepção, claro. Quando um time erra o outro vai lá, faz a cesta e distancia-se 2 pontos no marcador. Enfim, acho que como a pontuação é muito normal, acaba sendo desvalorizada. Sei que muitos me xingarão por isso, mas é questão de gosto.

Não gosto de futebol porque é muito desorganizado, para mim a tática é essencial. O Futebol Americano é uma guerra do século XXI. O futebol é uma cavalaria adentrando uma cidade no século VI.

Não gosto tanto de Baseball porque é muito parado. Sim, já tentei assistir, de verdade.

Em todos os casos, porém, os playoffs me encantam. Só assisto NBA nos Playoffs, Futebol no mata-mata e MLB também nos playoffs. A possibilidade de eliminação (tão presente na NFL, com apenas 16 jogos na temporada) faz com que a coisa fique mais emocionante.

Quanto aos pontos positivos, o baseball é o passatempo da América - e não é a toa. É gostoso ver um jogo de baseball enquanto se faz outras coisas. Eu mesmo estou fazendo isso agora. Basquete é interessante quando o jogo pega fogo, porque a pontuação exagerada vira uma artilharia de todo lado - aí a parada fica legal. E futebol... Bom, não sei. ahahhahaha O Futebol virou rascunho do Futebol Americano na minha cabeça - e no final das contas, historicamente, é mesmo. Podem me xingar a vontade nos comentários.

Codeína do JaMarcão: Quando você jogava de QB, jogava por qual time? e por que abandonou a carreira?

Nossa, treinei por um sem-fim número de times de Flag Football em São Paulo durante 2007 e 2008. Abandonei em meados de 2008/fim de 2009 porque tinha que estudar para o vestibular. E o Futebol Americano no Brasil requer compromissos como jogar e viajar no final de semana, algo impensável para quem quer prestar FUVEST. Aí depois que passei, fazendo um curso integral nos dois primeiros anos (sim, aqui na USP de Ribeirão Preto o Direito é integral nos dois primeiros anos :/) não tive tempo para isso. Preferi me dedicar ao Futebol Americano de outra forma - no caso, por meio do The Concussion.

The Austin Colie Fan: AC, muitos apaixonados pela bola oval no Brasil declaram que acompanham mais o futebol americano do que o futebol inventado na Terra da Rainha. E afirmam também que GOSTAM mais de "football" do que "soccer".  Na sua opinião, quais os motivos por trás disto?

Meio que respondi isso na outra pergunta acima. Bom, é simples: o Futebol Americano é um esporte mais organizado do que o futebol. Logo, se você gosta de coisas mais organizadas e táticas, vai preferir o Futebol Americano. É intrínseco a ele vários conceitos que um homem ama por natureza: posse e avançar no território inimigo (1st down), reunir-se com amigos (huddle), o herói que salva o mundo (quarterback). Enfim, não vou me prolongar, haja vista que farei em breve uma sequência de artigos nominados "Porque o Futebol Americano é o melhor esporte do mundo". Aguardemmmm (ler com voz de Silvio Santos).

Lucca J: AC, na sua opinião o que as instituições que organizam os esportes no Brasil (especialmente a CBF,por gerir o esporte mais popular no país) têm a aprender com,do ponto de vista de gestão e organização, com a NFL?

Novamente, eis outra pergunta que responderei num artigo mais denso. Objetivamente, responderia o seguinte: as associações/confederações tem que pensar mais nos afiliados do que nelas próprias. Em outras palavras: salary cap, draft e conexos. Formas de equilibrar as equipes. Com isso, o nível de competitividade aumenta e, por conseguinte, o interesse do público - desembocando em maior faturamento.

Léo Gomes: AC, acompanho a coluna sempre, uma das melhores ideias do The Concussion! Pra vc, qual ataque da NFL foi o mais explosivo e dominante? Pra mim foi o The Greatest Show on Turf, idolatro até hoje aquele time do Rams de 1999-2001 com Warner, Faulk, Bruce, Holt, Proehl, e Vermeil e Martz comandando, mas gostaria de saber sua opinião.

Olha, Leo, eu assino embaixo. O Rams daquela época trouxe a experiência da Arena Football League para a NFL. Como na época o estádio de Saint Louis usava aquele piso que lembrava mais um tapete do que uma grama artificial (AstroTurf), os recebedores eram absurdamente rápidos. Kurt Warner estava no auge físico e tinha um foguete no braço. Para completar, o mítico Marshall Faulk correndo com a bola. Não dá para ficar melhor do que isso, em termos de ataque explosivo, imprevisível e completo.

Falamos dele aqui: http://www.theconcussion.com/2011/11/doc-nfl-greatest-show-on-turf.html

Sirrirenge: AC, se você pudesse escolher um outro curso, qual escolheria? Na sua opinião, qual o curso mais difícil e o mais estranho?

Medicina, sem dúvidas. Aliás neste semestre me deu uma crise existencial (podem me xingar, chamar de bicha e afins) com vontade de tacar tudo pro alto e fazer medicina (detalhe, estou no 4o ano de Direito). As aulas de Medicina Legal estavam divertidíssimas, e minha memória é eidética. Somando isso ao fato de eu ser um ser humano frio com algumas coisas - leia-se imagens fortes - acho que daria um bom médico. Lembro conceitos de Biologia do Ensino Médio até hoje, como Complexo de Golgi, Cápsulas de Bowman e etc.

O curso mais estranho? Bom, prefiro não falar. Tem uns que acho inúteis, mas não falarei para não ofender ninguém que está lendo agora. Quem me conhece sabe do que estou falando.

Jenio Esmite: Tenho chances de ser bom?

Não.

Tarado do Iguaçu: Qual a melhor música para se dançar com uma mulher?

A mais romântica - que faz mais meu feitio - seria tango. A mais sensual (UAHUEHUE acho a palavra sensual algo muito bizarro), forró. 

Sem fama: Se você pudesse pedir um autógrafo na vida, para quem seria?

George Halas. Antes que me falem "ah, você é clubista e os caralhos", a NFL é hoje o que é por causa desse homem. Halas venceu a batalha contra o College Football nos anos 20 e foi o primeiro que conseguiu fazer o futebol americano profissional lotar estádios. Além disso, o cara fundou o time que eu torço, né. Aí vou ser clubista mesmo, escrevendo no site só posso ser clubista nesta coluna.

Exala: AC, alguma vez vc já bebeu tanto que cagou nas calças? Qual foi o mais perto que tu chegou?

Nossa, eu nem sabia que dava para beber tanto até se cagar. Provavelmente perde-se o controle do esfíncter né. Vai saber. Bom, não nunca me caguei. AHAHHAHA já cheguei a dar PT, lá pelos meus 16 anos. Mas só isso; Acho que nem bile eu cheguei a gorfar. 

Daniela: AC, em sua opinião qual o escritor: i - com os melhores textos. ii - com o maior football QI. iii - com o maior charme?  Amo vcs muito.

Olha, algo me diz que todas as mulheres que mandam perguntas na verdade são homens trollando, mas tudo bem. Difícil responder essa pergunta sem acabar magoando algum escritor do site - e por consequência desmotivando os mesmos. Então respondo com todo meu egocentrismo que me é peculiar: i: eu ii: eu iii: eu. E veja bem, no fundo falei a verdade. AHAHAHAHAH #saindopelatangente

J.G; AC, os salarios da comissão técnica também conta no Salary Cap?

Não. O owner pode pagar porrilhões aos técnicos. Players make plays, então a NFL não iria se importar fazendo salary cap para técnicos ou incluindo os mesmos no salary cap ordinário. 

JohnPaulGeorgeRingo: Qual de nós é seu preferido?

Depende do momento da minha vida. Neste, acho que é George. Mas sempre oscila entre George e John, acho Macca muito arrogante. E o Ringo nem o melhor baterista dos Beatles é, quanto mais meu quarrymen preferido. 

Ranjid: O que achou do final da oitava temporada de How i Met Your Mother?

@@@ SPOILER ALERT. @@@

Achei a mãe BEM pão-com-ovo cara de peixe morto. O Ted pegou VÁRIAS mulheres maravilhosas ao longo das 8 temporadas - mesmo sendo um mané, convenhamos - e acaba com essa aí? Sacanagem. Por isso que meu ídolo é o Barney.

@@@ END OF SPOILERS @@@

Nerd: AC, você que nitidamente é um homem bem apessoado e que manja dos rolê, como saio da Friendzone?

Bom, para quem não sabe, friend zone é o popular Amigo Gay. Inevitavelmente todos os homens cairão nela um dia, haja vista que uma mulher precisa de um homem somente-amigo para entender como nós funcionamos - e por conseguinte ter um desempenho melhor nos relacionamentos. Assim, vira e mexe perdemos soldados para esta terrível situação chamada friend zone: quando você está apaixonado por uma menina e ela só quer ser sua amiga. 

Não sei se há um guia objetivo para sair da friend zone. Basicamente, seja bonito (se não for, vá à academia e compense seu desprovimento de beleza com músculos) e espere os dois ficarem bêbados. Caso for para acontecer, irá quando vocês dois estiverem bêbados. Se não for para acontecer, foda-se, tem outras mulheres por aí. Não há conselho melhor para isso, haja vista que a sociedade considera o estar bêbado um excludente de culpabilidade quanto a nossos atos - o famoso "Ah, mas ele estava bêbado né". Good Luck. 

The Freshman: AC, estou começando a gostar mais de NCAA Football do que NFL. Tenho duas perguntas: Se a faculdade é Auburn Tigers pq uma águia voa no estádio ( tentei pesquisar!)??? E o que seria um redshirt? E qual o critério para ser um???

Bem-vindo ao meu mundo! haahahahha. War Eagle: um torcedor tinha uma águia de estimação (Eagle), e ela não voava. Um dia ele levou ela para o jogo e ela voou, praticamente de uma end zone à outra. Aí ela.. bum, morreu. Surgiram então os gritos de WAR EAGLE.

Redshirt é o seguinte: você não joga a temporada inteira quando recebe a redshirt. Com isso, pode jogar um ano a mais. Exemplo: o Senior (RS) na verdade está no 5o ano jogando, enquanto um pure Senior está no quarto. Você pode dar a redshirt para um jogador apenas uma vez; Ela é muito comum no primeiro ano, quando o cara é freshman. Principalmente com QBs. 

É isso, C'est fini! Use o formulário de perguntas abaixo para fazer suas perguntas no ACDC XIII. Hello, Goodbye!

[OBSCURIDADES DA NFL] Free Kick Field Goal

Ah, este você nunca ouviu falar.

Há um tempo atrás, o Philadelphia Eagles empatou uma partida após não haver pontos durante os 15 minutos da prorrogação (temporada regular). Donovan McNabb se mostrou surpreso quanto a isso, dizendo que não sabia que questra cosa existia.

Pois bem, isso me deu uma luz. O The Concussion começa agora a coluna mais estapafúrdia da internet brasileira, o OBSCURIDADES DA NFL! AHAHAHA É bastante simples: irei ao rulebook (livro de regras) da NFL e procurarei coisas que vocês - muito provavelmente - nunca ouviram falar. A primeira delas é o Free Kick Field Goal - também chamado de Fair Catch Kick.

Antes que você continue a ler o texto, dá uma olhada na última vez que o Fair Catch Kick foi tentado:



Pois é. Provavelmente você não entendeu nada.

a) Por que diabos a bola está parada com o holder segurando?
b) Por que diabos o chute foi de tão longe?
c) Por que paçocas o Rackers é tão torto? (tá, essa é brincadeira).

Trocando em miúdos, é bem simples;

O Fair Catch Kick/Free Kick Field Goal é uma jogada executada após um fair catch. Se o time adversário chuta um punt, por exemplo, e faltam 2 segundos para o jogo acabar e o time perdendo a partida resolve pedir um fair catch, temos o pressuposto positivo para a admissibilidade do Free Kick Field Goal.

E aí acontece o que você viu na imagem; No local do fair catch o holder segura a bola e a equipe adversária não pode tentar bloquear o chute. Caso a bola passe no meio do Y, 3 pontos são anotados para a equipe que chutou. 

A última vez que isso aconteceu (o tal free kick field goal) foi em 2008, com Mason Crosby (Packers) errando uma tentativa de 69 jardas. Antes a tentativa mais recente havia sido a do vídeo acima. E qual foi a última vez que alguém acertou o chute? Bom, faz tempo. 1976; Ray Wershing, kicker do Chargers à época - acertou um de 45 jardas contra o Bills, ao final do segundo quarto.

Agora vem a pergunta do querido leitor: por que isso não é executado com mais frequência?

Bom, primeiro que a imensa maioria das pessoas desconhece sua existência. Segundo porque ele só é vantajoso caso haja 0:00 no cronômetro após o fair catch - quando não haveria possibilidade de se executar outra jogada senão o fair catch kick. Como a distância acaba sendo de 60 e tantas jardas - em maioria - o passe (Hail Mary) acaba compensando mais - haja vista a dificuldade de acertar um chute de tão longe, como evidenciado pela pífia tentativa de Rackers - e pelos 7 chutes errados desde o último certo, em 1976. 

Lógico, há vantagens; a primeira delas é que a equipe adversária tem que a ficar 10 jardas de distância do holder (lembrando que não existe a possibilidade de onside kick. A outra é que o chute é realizado da linha de scrimmage original - não há o recuo do field goal tradicional. 

Agora que você já sabe que isso existe, tente no Madden. Na verdade, não. O Free Kick Field Goal é tão raro que nem no Madden aparece. Fica a dica para a EA Sports. 

[BIG4] Bonés New Era

Fala galera, tudo bem?

Muitos nos perguntam acerca de onde comprar produtos da NFL. Nossa indicação é nosso novo parceiro aqui no The Concussion, a Big4. 

A loja virtual tem muitas novidades preparadas para esta temporada 2013 - e é claro que é um prazer poder associar nossa marca a uma loja séria e comprometida com o consumidor. Todo sábado nós vamos anunciar aqui alguma promoção interessante para vocês ou algum desconto. Enfim, quem lê o The Concussion, além de ter uma indicação bacana para comprar um produto oficial da NFL, ainda tem outras vantagens. 

Neste mês de maio a Big4 está com uma renovação de estoque em Bonés oficiais da New Era. Dá uma olhada lá, tem de vários times e com os mais variados preços. Lembrando que a loja também conta com produtos de Baseball, Hockey e Basquete - as 4 principais ligas americanas, que nomeiam o site. 

Visite agora mesmo: www.big4.com.br

[NEWS] Dwight Freeney não é mais free agent

Um dos principais free agents da atual offseason, o veterano defensive end Dwight Freeney chegou a um acordo de dois anos com o San Diego Chargers. Diversos jornalistas - dentre eles, Ian Rapoport, da NFL Network - já davam a negociação como certa na manhã de hoje, mas a confirmação foi ratificada somente há poucos minutos atrás, no site oficial dos Chargers. Segundo o próprio Rapoport, o acordo gira em torno de US$ 8,75 milhões, com eventuais incentivos por metas cumpridas.

Freeney, de 33 anos, jogou cada uma de suas 11 temporadas na NFL pelo Indianapolis Colts e foi um dos principais destaques da defesa da equipe de Indiana durante este período. Vencedor do Super Bowl XLI com os Colts, seus 107,5 sacks são um recorde da franquia e, em 2005, foi eleito o Defensive Player Of The Year (foram 34 tackles, 11 sacks e 6 fumbles forçados naquele ano). Após o final da temporada passada, os Colts optaram por não assinar um novo contrato com Freeney e o mesmo virou um agente livre irrestrito.

O jogador despertou o interesse de alguns times, como Denver Broncos - principalmente a partir da conturbada saída de Elvis Dumervil - e o próprio Chargers, que não contará com seu segundo anista Melvin Ingram durante a temporada 2013 (o linebacker teve o ligamento cruzado anterior de seu joelho esquerdo rompido na última terça-feira) e já não conta mais com o LB Shaun Phillips (que, curiosamente, assinou com os Broncos). Coincidentemente, Freeney visitava a equipe de San Diego durante a semana, o que facilitou as negociações.

ATUALIZAÇÃO (às 14:30): De fato, o contrato de Freeney vale até US$ 8,75 milhões, podendo chegar a um total de US$ 13,35 milhões com incentivos. Em 2013, o jogador tem US$ 3,25 milhões garantidos via bônus de assinatura de contrato, US$ 1,5 milhão de salário base e mais US$ 500 mil por fazer parte do elenco durante a temporada regular (roster bonus). No ano que vem, serão US$ 3,5 milhões de salário base e US$ 500 mil em roster bonus.


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